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Zema diz que RRF será garantia para MG até que proposta de Pacheco avance em Brasília

Governador de Minas defendeu que ALMG aprove adesão ao Regime de Recuperação Fiscal como garantia até que proposta de Rodrigo Pacheco seja aprovada

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Governador Romeu Zema voltou a elogiar proposta de Pacheco, mas pediu que ALMG avance com RRF

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou, na manhã desta quarta-feira (29), que a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) será uma garantia para o equilíbrio das contas do estado até que a proposta elaborada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD) seja aprovada em Brasília. 

Zema elogiou a proposta elaborada por Pacheco, que prevê a federalização de estatais mineiras como forma de abater parte da dívida de Minas com a União, mas alertou que ela levará tempo até ser aprovada e que o estado tem o prazo limite de 20 de dezembro para voltar a pagar a dívida. 

Veja mais: Zema tenta apoio da AGU a pedido para estender liminar que suspende parcelas da dívida de MG

“O plano de recuperação econômica de Minas, que é o Regime de Recuperação Fiscal, não exclui a proposta do presidente do Senado. Nós temos que caminhar com ele, porque a proposta do presidente do Senado - que nós temos que agradecer e achamos que pode ser viável - levará tempo para ser costurada. Ela depende ainda de um aval da União, da secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, e terá de ser votada no Congresso. Temos uma série de pontos que o presidente do Senado sugeriu que terão que ser apreciados. Até que isso aconteça vai levar alguns meses e o estado não tem os recursos para arcar com a dívida caso não esteja dentro do Regime de Recuperação Fiscal”, afirmou o governador. 

Conta de R$ 500 mi

Segundo Zema, a aprovação do RRF na Assembleia vai permitir que o estado pague um valor menor no próximo ano e que não tenha uma conta de R$ 500 milhões para pagar no mês de dezembro. 

“O regime seria uma ponte até que a proposta do senador seja avaliada, construída e aprovada. Tenho solicitado ao presidente da ALMG, deputado Tadeu, que continue com o trâmite, porque caso não venhamos a aderir ao regime até o dia 20, quando temos uma decisão judicial, teremos um pagamento superior a R$ 500 milhões ainda em dezembro. E o estado não tem esses recursos. E no ano que vem o desembolso será de R$ 18 bilhões. Caso venhamos a aderir, esse desembolso cai para R$ 4 bilhões. Como essa proposta do senador pode levar algum tempo, ninguém sabe se 3 meses, 6 meses ou 1 ano, então por precaução é bom sairmos com dois guarda-chuvas: o do RRF e se tivermos o do senador, muito maior e melhor, nós abandonamos o regime”, explicou Zema. 

O governador afirmou que o RRF permite que os estados deixem o plano caso não tenham mais interesse ou que considerem que as condições não são favoráveis. “O RRF pode ser abandonado a qualquer momento pelos estados, que não são obrigados a continuar neste regime”, afirmou Zema. 

Ele afirmou ainda que seu governo não aumentou o valor da dívida de Minas com a União, mas que está buscando uma solução para equilibrar as contas públicas do estado. 

“Com relação à dívida de Minas Gerais, primeiro é preciso falar que é uma dívida do passado, eu não aumentei R$ 1 nesta dívida. Temos uma dívida que está sendo corrigida. Até porque o estado não tem nota de crédito é como uma pessoa física que tem dezenas de restrições no SPC Serasa. Nenhuma dívida foi feita no meu governo. Pelo contrário, nós pagamos, é só perguntar para os prefeitos, para o Tribunal de Justiça, para algum funcionário que recebeu férias prêmio que estavam 8 ou 10 anos atrasadas”, disse Zema.



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