Pacheco rebate Zema nas redes sociais: 'Eleição já passou faz tempo'
Senador Rodrigo Pacheco usou as redes sociais para rebater declaração do governador Romeu Zema e afirmou que acordo entre estado e União vai avançar na próxima semana
O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD), usou suas redes sociais para rebater o governador Romeu Zema (Novo) e defender sua proposta para um acordo entre o estado e a União sobre a dívida de Minas.
"Os mineiros querem falar é de coisa boa. Todo mundo quer que Minas Gerais dê certo e prosa ruim de divisão a essa altura é receita para o insucesso. Na próxima semana, vamos dar um passo importante no acordo entre União e Estado capaz de pagar a dívida, e não adiá-la. Eleição já passou faz tempo. Vamos trabalhar", escreveu Pacheco.
Em evento com empresários mineiros na quinta-feira (30), Zema reclamou da oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que vem obstruindo a votação do Regime de Recuperação Fiscal. "Acho que não querem que esse estado dê certo", disse Zema.
O governador elogiou a proposta apresentada por Pacheco, que prevê a federalização de estatais mineiras em um acordo para reduzir o montante da dívida de Minas Gerais com a União - hoje estimada em R$ 160 bilhões.
No entanto, Zema avaliou que a proposta de Pacheco pode levar mais tempo para ser aprovada e por isso seria necessário aprovar a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal na ALMG para evitar o colapso das contas públicas estaduais.
Pedido aos deputados
Na quarta-feira (29), o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passálio, afirmou que a prioridade do governo ainda é aprovar o RRF até o dia 20 de dezembro.
Ainda segundo o secretário de Zema, depois desse prazo, se a proposta de Pacheco for aprovada em Brasília, o estado poderia deixar o Regime de Recuperação Fiscal e ingressar no novo modelo, caso ele seja mais vantajoso para o Estado.
"Uma coisa não inviabiliza a outra. Vamos trabalhar para que até o dia 20 de dezembro essa Casa possa viabilizar o acordo, um acordo com mais segurança, com mais horizonte, junto ao governo federal", afirma.
Passálio ainda afirmou que a proposta de Pacheco ainda "não tem sequer valor" e ressaltou que o Governo não pode ficar na "mão de coisas etéreas".
"Eu não possa chamar, ainda, a iniciativa do senador Rodrigo Pacheco de 'proposta'. Não tem valor dos ativos. O Estado não pode falar que vai aceitar uma proposta que ao menos, minimamente, não tenha valores. O governo federal, que é o credor, vai ter que dizer por quanto aceita os ativos e, o governo estadual, como devedor, vai ter que dizer se aceita os valores colocados. Esse acordo demora, não é de um dia para o outro", pondera.
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