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Pacheco: mineiro que diz não sonhar em governar Minas 'está mentindo'

Em entrevista à Band, presidente do Senado também voltou a defender mudanças no STF

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Pacheco diz não ter planos de candidaturas no futuro

O mineiro que diz não sonhar em governar Minas Gerais "está mentindo". Essa é uma análise do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), um nome ventilado para concorrer ao governo do estado em 2026. Tal definição foi feita durante entrevista ao programa "Canal Livre", do Grupo Bandeirantes, nesse domingo.

O senador, no entanto, afirma que não tem planos de candidaturas futuras, pois considera que já foi "muito além" de suas pretensões políticas. "Fico muito honrado com as lembranças. Entrei na política, em 2014, eleito deputado federal por Minas e tinha pretensão de ter apenas um mandato. Sempre tive minha vida privada bem construída e uma profissão que eu exercia, a advocacia, que gosto muito. (...) Considero que fui muito além do que eu pretendia."

"Ouso dizer a você que tenho uma realização nas minhas vidas pública e política que não me permite alimentar perspectivas para o futuro. (...) Vou reservar o futuro para o momento propício. Mas afirmo que não tenho nenhum tipo de vaidade ou uma pretensão concreta de ocupar novos cargos públicos, seja ministro de Estado ou governador de Minas, embora, obviamente, quem diga que não tenha o sonho de governar Minas sendo mineiro está mentindo. Todos têm esse sonho, mas não quero alimentar nenhum tipo de perspectiva."

Nas últimas semanas, Pacheco costurou um plano entre o governo federal e a equipe do governador Romeu Zema (Novo) sobre a dívida de Minas Gerais. O pacote tem, por exemplo, a federalização de ativos do estado, como as companhias públicas, e o uso de créditos que Minas tem a receber por causa, sobretudo, de ações judiciais. O plano prevê, ainda, a criação de um programa de refinanciamento que permita, aos estados e municípios, a renegociação - com desconto - dos débitos contraídos junto à União.

A dívida de Minas Gerais com a União gira em torno de R$ 160 bilhões. Em Brasília (DF), ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), e de deputados do estado, Pacheco chamou o passivo bilionário de "impagável".

STF
Além disso, Pacheco encabeçou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões de ministros de tribunais superiores, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF). Na entrevista, Pacheco reiterou, inclusive, seu posicionamento favorável ao fim do mandato vitalício de ministros do Supremo e à elevação da idade mínima para ministro da Corte.

"São modificações que eu sempre defendi, vou continuar defendendo e acho que, sim, é um momento propício para se discutir. Não podemos ter inibição em razão de se criar uma crise, que não existe, por conta de um tema que é absolutamente honesto de se discutir."


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