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Relatora da CPMI do 8/1 entrega relatório ao STF e se diz confiante em denúncia da PGR

A entrega é simbólica, mas Eliziane fará visitas à Controladoria Geral da União (CGU), à Polícia Federal (PF), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria Geral da República (PGR).

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Eliziane Gama e Alexandre de Moraes

A senadora Eliziane Gama entregou, nesta terça-feira (24), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o parecer elaborado por ela na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os atos golpistas de 8 de janeiro. A senadora e relatora veio acompanhada de congressistas da base aliada. A deputada Jandira Feghali (PCdoB - RJ), os deputados pastor Henrique Vieira (Socialismo e Liberdade) e Rogério Correia (PT-MG), que é o vice-líder do governo na Câmara; além do senador e líder do governo Lula no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), participaram da reunião que aconteceu no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

A entrega do relatório é simbólica, mas a assessoria de Eliziane informou que ela fará visitas à Controladoria-Geral da União (CGU), à Polícia Federal (PF), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A partir de agora cabe ao Ministério Público (MP) decidir sobre outras ações, como abrir mais investigações, oferecer novas denúncias ou arquivar o texto.

Eliziane afirmou na saída da reunião que, como relator de inquéritos que têm ligação com os atos do 8 de janeiro, Moraes utilizará parte do conteúdo que recebeu da CPMI. A senadora também disse estar confiante que a PGR vai denunciar os investigados. "O papel da PGR é vital e nós temos o entendimento que a PGR fará essa denúncia considerando a seriedade do trabalho e as provas materiais anexadas nesse relatório", enfatizou a senadora.

O parecer da senadora Eliziane foi aprovado por 20 votos a 11 pelo colegiado com uma abstenção. O relatório final pediu o indiciamento de 61 pessoas, entre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), militares, incluindo 8 generais, ex-ministros da gestão anterior e pessoas indicadas como financiadoras dos atos de vandalismo.

O relatório também foi muito criticado pela oposição, que alegou que Eliziane teria sido parcial em sua atuação. O próprio presidente da CPMI - deputado Arthur Maia (União Brasil-BA) - não esteve na entrega do relatório ao ministro Alexandre de Moraes nem deve comparecer às outras entregas. Maia já havia dito que respeita, mas que tem “discordâncias” do parecer da relatora.


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