Brasil deve decidir até janeiro se aceita convite para integrar a Opep+
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nessa quinta-feira (30) que o Brasil analisa o convite para integrar o grupo
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil deve analisar até janeiro se aceitará ou não o convite da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para se unir ao grupo. “Razoável falar [em análise] até janeiro”, indicou Silveira durante entrevista na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nesta quinta-feira (30).
“Estamos analisando o documento”, disse. "Entendemos que não podemos deixar de analisar nenhum convite. Vamos analisá-lo com prudência, mas, esse não é o ponto central para nós neste momento. O Brasil veio à COP para, mais uma vez, destacar que é o protagonista da transição energética mundial”, acrescentou.
A Opep+ é uma frente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e reúne, além de 13 grandes países produtores, os aliados. Estes não integram o grupo formalmente e, portanto, não são obrigados a seguir as regras de comércio de petróleo e os valores determinados pelos 13 integrantes.
“A Opep reúne os maiores produtores, e eles tê o compromisso de controle da produção internacional. Na Opep+ não tem esse compromisso. É uma plataforma de discussão para a indústria petroleira internacional”, pontuou o ministro Alexandre Silveira.
O secretário-geral da Opep+, Haitham al-Ghais, é um dos agentes no estreitamento dos laços entre a organização e o Brasil. Em outubro, al-Ghais esteve no país para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também participaram da reunião.
O ministro listou os critérios que serão levados em conta na hora da decisão. "Nós não participaremos de nada que possa prejudicar a economia brasileira [...] E não participaremos de nada que possa nos impedir de fazer a transição energética justa e inclusiva", elencou. Ainda segundo Silveira, uma possível participação seria estratégica para o Brasil. Segundo o ministro, como o grupo reúne ministros de Minas e Energia de várias partes do mundo, uma possível participação pode ser estratégica "pode ajudar inclusive na transição energética".
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