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Delegada cercada em BH: ALMG pede investigação dos fatos

A Assembleia aprovou requerimentos para investigar os fatos e marcar uma audiência de forma imediata para debater os ocorridos

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A mulher deixou o prédio sedada em uma ambulância do Samu

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou dois requerimentos relacionados ao caso da delegada da Polícia Civil, de 38 anos, que ficou trancada dentro de seu apartamento por mais de 30 horas após ser cercada por agentes na manhã dessa terça-feira (21).

O primeiro pede a realização de uma audiência pública para debater a "degradação das condições de trabalho na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)" relacionados às recentes denúncias de assédio moral, perseguições e abuso de autoridade denunciados por agentes.

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O segundo requerimento pede a abertura de investigações pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para apurar os fatos e para que as medidas necessárias sejam adotadas. Autor de ambos os pedidos, o deputado Sargento Rodrigues (PL), afirmou que as autoridades estão assistindo um adoecimento do pessoal da Polícia Civil.

"A delegada, durante sua live, traz um depoimento que, ao meu ver, é mais um pedido de socorro para que não aconteça com ela o que aconteceu com a escrivã Rafaela Drummond. A gente não pode banalizar a vida de servidores públicos, ainda mais aqueles que são contratados pelo Estado para fazer a segurança das pessoas", explica.

"A delegada merece ser tratada, cuidada e amparada, e não sofrer uma ação de repressão, de punição. A ida dos policiais civis à casa dela significou a violação da própria intimidade da vida privada dela, e nós não concordamos com isso. Esse assunto não pode cair no esquecimento e a Polícia Civil tem que, definitivamente, mudar a forma de abordagem dos seus integrantes quando se deparar com uma situação como essa", conclui.

Entenda o caso

Equipes da Polícia Civil foram empenhados até o apartamento de uma delegada de 38 anos após ela enviar mensagens com um teor de risco à própria saúde em um grupo de amigos e colegas de trabalho. Diante da situação, agentes de apoio se posicionaram no local por volta das 9h desta terça-feira (21) e tentaram manter contato com a mulher, que estava exaltada com a situação.

Ela realizou uma live em seu Instagram mostrando o momento da abordagem e questionou a ação dos policias, dizendo que eles não possuíam um mandado para estar ali e que ela estava se sentindo ameaçada. Ainda de acordo com a delegada, um disparo foi realizado por ela contra a equipe após eles atirarem nela com um taser, uma arma de choque, informação confirmada pelo porta-voz da Polícia Civil, delegado Saulo Castro.

A delegada segue dentro de seu apartamento e os policiais do Core e do Biopsicossocial seguem no local tentando manter diálogo e negociar. Ainda conforme o porta-voz, a atuação dos policiais seria com intuito de acolher e preservar a vida da colega.


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