Mortes por aids caem no Brasil; negros respondem por 61% dos óbitos
O Ministério da Saúde estima que, atualmente, um milhão de pessoas vivem com HIV no Brasil
O Ministério da Saúde divulgou um estudo que apontou que o país registrou queda de 25,5% nos números de mortalidade por aids nos últimos 10 anos, reduzindo de 5,5 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes. No ano passado, o Ministério da Saúde registrou 10.994 mortes tendo o HIV ou aids como causa básica, número 8,5% menor do que os 12.019 óbitos registrados em 2012. Apesar da redução, o governo alerta que cerca de 30 pessoas morreram de aids por dia, em 2022.
De acordo com o novo Boletim Epidemiológico sobre HIV/aids do Ministério da Saúde, 61,7% dos óbitos foram entre pessoas negras, sendo 47% em pardos e 14,7% em pretos, e 35,6% entre brancos. Segundo o governo, “os dados reforçam a necessidade de considerar os determinantes sociais para respostas efetivas à infecção e à doença, além de incluir populações chave e prioritárias esquecidas pelas políticas públicas nos últimos anos”.
O Ministério da Saúde estima que, atualmente, um milhão de pessoas vivem com HIV no Brasil. Do total, 650 mil são homens e 350 mil mulheres. De acordo com o Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, enquanto 92% dos homens estão diagnosticados, apenas 86% das mulheres possuem diagnóstico; 82% dos homens recebem tratamento antirretroviral, mas 79% das mulheres estão em tratamento; e 96% dos homens estão com a carga viral suprimida – quando o risco de transmitir o vírus é igual a zero – mas o número fica em 94% entre as mulheres.
Para que a aids seja erradicada como problema de saúde pública, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu como meta global chegar a 95% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas, e dentro desse universo, obter o índice de 95% das pessoas em tratamento antirretroviral, chegando ao mesmo percentual com carga viral controlada. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui, respectivamente, 90%, 81% e 95% de alcance. O Ministério da Saúde afirmou que ampliou, neste ano, em 5% o total de pessoas em tratamento antirretroviral em relação a 2022, totalizando 770 mil pessoas.
Em 2022, entre os casos de infecção pelo HIV notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 29,9% ocorreram entre brancos e 62,8% entre negros, sendo 13% de pretos e 49,8% de pardos.
Para o início de 2024, o Ministério da Saúde pretende investir, pelo menos, R$40 milhões em um edital nacional com o objetivo de envolver a sociedade civil na ampliação da prevenção e diagnóstico, chamando movimentos sociais, universidades, fundações, sociedades científicas e Organizações Não-Governamentais (ONGs) em uma grande mobilização de saúde.
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