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Ministro volta a criticar Zema sobre privatização da Cemig: 'é uma empresa estratégica'

Ministro Alexandre Silveira reforçou as críticas à sugestão de Romeu Zema de aprovar uma PEC para extinguir a obrigatoriedade do referendo para autorizar privatizações

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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou possível privatização da Cemig

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou a política de privatização de estatais e contestou novamente a negociação de ações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) desejada por Romeu Zema (Novo). O Governo Federal avalia que as empresas de energia elétrica são estratégicas para a União, e o ministro qualificou como "entreguista" a posição do mandatário mineiro em relação às estatais. "Sou um grande crítico da política que o atual governador de Minas adota em relação às áreas estratégicas. Todos sabemos que ele discute agora o direito de retirar do povo mineiro o direito de ir às urnas decidir se privatiza ou não a Cemig", afirmou.

Na declaração, o ministro se refere à ideia de Zema de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para extinguir a obrigatoriedade de referendos para concluir a desestatização de empresas como a Cemig e a Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa). "Está na Constituição mineira. O povo deve decidir se privatiza ou não a Cemig, se entrega ou não", disse. "Tenha a coragem de deixar o povo ir às urnas decidir! Mas, não. Ele envia para a Assembleia Legislativa uma PEC para tirar o direito. Nós vamos lutar contra", acrescentou.

A estratégia de Zema para viabilizar privatizações

A PEC do fim do referendo foi enviada por Zema à Assembleia Legislativa em agosto. A obrigatoriedade do referendo foi inserida na Constituição do Estado pelo ex-governador de Minas, Itamar Franco, em 2001.

A emenda constitucional pleiteada pelo governo propõe, também, diminuir o número de votos para aprovar a venda de uma estatal. Atualmente, 48 dos 77 parlamentares precisam se posicionar favoravelmente a uma ideia do tipo. Zema, porém, quer diminuir a quantidade mínima de votos necessários para 38.

"Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Com uma gestão privada, essas companhias ganham agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação", assinalou Zema, ao defender a PEC e as privatizações.

(Com Edilene Lopes)


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