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Tragédia em Maceió pode ser semelhante a Brumadinho e Mariana? Prefeito responde

A capital do Alagoas está sob a tensa expectativa do risco de colapso de uma mina da Braskem

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O prefeito de Maceió diferenciou o acidente com a tragédia de Mariana e Brumadinho, em MG

Maceió começa mais um dia sob a tensa expectativa do risco de colapso em uma mina da petroquímica Braskem. Mesmo com a redução na velocidade do afundamento que gerou uma imensa cratera, a possibilidade ainda existe e causa alvoroço na cidade.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL-AL), respondeu se teme uma tragédia semelhante às de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, quando o rompimento de barragens de mineração custaram vidas humanas e gerou grande prejuízo ambiental e financeiro às regiões atingidas.

“Nós temos uma tragédia social e urbana, que é de grande proporções. São 60 mil pessoas que já foram realocadas, mas, graças a Deus, nós não tivemos nenhuma vítima diretamente (ligada) ao afundamento. Claro, que tem muitas pessoas (afetadas) por danos psicológicos, emocionais, que tinham problemas cardíacos, que vieram a óbito. Muitas delas, em decorrência da tristeza profunda ou dos acontecimentos (decorrentes) do afundamento do bairro aqui da cidade”, afirmou João Henrique Caldas.

O rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), em 2015, causou a morte de 19 pessoas, além de grandes danos ambientais e à comunidade. O desabamento de uma mina de rejeitos da Vale, em Brumadinho (MG), matou mais de 250 pessoas, em 2019.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL-AL), acredita que a cidade vai continuar sem vítimas diretamente ligadas à exploração mineral da Braskem, que causou o afundamento e rachaduras em diversos bairros da cidade. A previsão diferencia o caso das tragédias de Mariana e Brumadinho.

“Por hora e até agora, nós não tivemos nenhum caso de óbito na nossa cidade e acredito que permanecemos assim. Até porque toda essa região já foi realocada, portanto, não existem moradores (vivendo) nesta região”, destacou o prefeito de Maceió.

São cinco bairros de Maceió atingidos desde março de 2018, quando houve um forte abalo sísmico na região. Desde então, 60 mil pessoas já deixaram suas casas. Algumas por ordem judicial, outras por opção, venderam seus imóveis para a empresa petroquímica.

Alguns bairros, como Pinheiros e Mutange, onde está a mina em risco, já foram condenados com a desocupação dos moradores. Em meio a imóveis depredados, cercados por muros de metal, há muitas pichações críticas à petroquímica Braskem, que a taxam de assassina e criminosa.

Indenização

Como o problema não é de hoje, a Justiça já condenou a empresa Braskem a indenizar o governo local. O ressarcimento financeiro pode gerar quase dois bilhões de reais para os cofres públicos, como explica o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL).

O prefeito detalhou o processo de pagamento da multa e a destinação dos recursos provenintes da Braskem.

“Esses recursos já começaram a ser pagos, nós temos serviços importantes a serem emprestados. A mobilidade urbana da nossa cidade está sendo pressionada por serviços de saúde, educação e com esses recursos nós pretendemos fazer investimentos nas áreas prioritárias da nossa cidade”, disse.

“Recentemente, eu fiz uma aquisição de um hospital com o início dessas parcelas que já foram pagas (pela Braskem). Maceió, não tinha um hospital municipal. Nessa primeira etapa, foram (recebidos) R$ 600 milhões. Vai ter mais uma etapa de 100 milhões e mais quatro etapas no próximo ano de R$ 250 milhões”, acrescentou João Henrique Caldas (PL).


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