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Deputados pedem que igreja frequentada por Karol Eller seja investigada por 'cura gay'

Um mês antes de tirar a própria vida, a influenciadora bolsonarista anunciou que "renunciou à prática homossexual", após se submeter a terapias de "conversão sexual"

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Um mês antes de tirar a própria vida, a influenciadora bolsonarista anunciou que "renunciou à prática homossexual"

Os deputados federais Erika Hilton (PSOL-SP), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Luciene Cavalcante (PSOL-SP) pediram para que o Ministério Público Federal (MPF) investigue a igreja evangélica Assembleia de Deus de Rio Verde, em Goiás, por promover terapias de conversão sexual, também conhecidas como "cura gay".

No documento enviado ao MPF, os deputados alegam que a congregação religiosa é responsável pelo retiro "Maanaim", que oferece terapias para "converter" jovens homossexuais e bissexuais à heterossexualidade.

O local teria sido frequentado pela influenciadora bolsonarista Karol Eller, encontrada morta na última quinta-feira (12). Ela teria tirado a própria vida, após publicar uma "carta de despedida" nas redes sociais. O episódio aconteceu um mês depois de a influenciadora anunciar que "renunciou à prática homossexual", após participar do retiro.

"Os tratamentos de 'cura gay' são verdadeiras práticas de tortura e agressão a toda população LGTBQIAPN+, cuja orientação sexual ou designação de gênero são características inerentes a cada sujeito, sendo impossível sua alteração", escreveram os deputados.

Hilton, Vieira e Cavalcante ainda afirmam que a prática é proibida pelo Conselho Federal de Psicologiae pedem para que a igreja responda pelos crimes de homotransfobia, tortura psicológica e incitação ao suicídio.

A conduta criminosa de tratamento de cura gay deve ser imediatamente coibida, assim como investigadas as vítimas já submetidas a tamanha violência, para que vidas sejam preservadas

O documento ainda afirma que o retiro "Maanaim" acontece em outras cidades brasileiras. Os deputados pedem para que o MPF investigue todos os envolvidos, entre entidades, profissionais, grupos e empresas, envolvidos na atividade pelo país.

Morte de Karol Eller

A ativista política Karol Eller morreu na quinta-feira (12), aos 36 anos, após tirar a própria vida em São Paulo. Por volta das 22h, ela publicou uma possível “carta de despedida” em seu perfil no Instagram, onde dava a entender que tiraria a própria vida. No texto, ela deixa o endereço da casa dela e diz “me perdoem por causar toda essa dor aos que me amam. Se cuidem por aqui.”



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