Qual é a verdadeira relação do Brasil com a Arábia Saudita?
A monarquia árabe é uma importante parceria comercial do país. No entanto, ao longo das últimas décadas, os brasileiros importaram mais do que exportaram produtos
A Arábia Saudita, país localizado no Oriente Médio, com mais de 32 milhões de habitantes, tem o principal Produto Interno Bruto (PIB) da região. Governada por uma monarquia, a nação é uma importante parceira comercial do Brasil e ocupa a 17ª posição em termos de relações bilaterais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vista o país nesta terça (28) e quarta (29). O objetivo do Brasil é expandir essa parceria aumentando o investimento estrangeiro e também as exportações.
Déficit comercial
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em 13 dos últimos 20 anos, o Brasil registrou déficit comercial, devido à exportação de Petróleo. Apesar de ser autossuficiente na produção, por não ter condições de refinar do produto, o Brasil compra o combustível refinado de outros países para fazer a mistura em território nacional.
Mais exportações
A exportação de produtos brasileiros para a Arábia Saudita está concentrada em carne, milho e soja. Por estar em uma região desértica e ser o maior país do mundo que não é cortado por nem um rio, a Arábia Saudita importa quase 70% dos alimentos que consome. O Brasil traçou um mapa para expansão do mercado com os sauditas e identificou 333 oportunidades possíveis, dentre elas nos setores de cafés; biscoitos, massas e preparações alimentícias; máquinas e equipamentos; higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; e dispositivos médicos.
PAC
Apesar de ter muitas desigualdades internas, a Arábia Saudita tem um alto nível de renda per capita e concentra muitos recursos. O governo da família Bin Salman tem interesse em investimentos estrangeiros no setor privado, o que inclui a área de mineração, e no setor público, abrangendo concessões de rodovias. Por esse motivo, o governo brasileiro esta apresentando uma carta extensa de projetos aos sauditas. Lula chegou a dizer, no último café com jornalistas, que ia "colocar a pasta de projetos embaixo do braço" e buscar investimentos na Arábia Saudita.
Déficit zero
Vale lembrar que para atingir a meta de déficit zero para 2024 sem cortar investimentos considerados prioritários, como o Programa de Aceleração do Crescimento, o governo aposta na aprovação de projetos de lei que vão aumentar a arrecadação e também no financiamento de propostas de infraestrutura como as concessões de rodovias.
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