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'Não compareceu em nenhuma reunião, ele mandou o vice", disse Lula sobre Zema em discussão da dívida de MG

Declaração do petista foi dada durante reunião com Pacheco no Palácio do Planalto

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''Não compareceu em nenhuma reunião, ele mandou o vice', disse Lula sobre ausência de Zema em reuniões sobre a dívida com a União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a ausência do governador Romeu Zema (Novo) durante as reuniões realizadas pelo ministro Fernando Haddad (PT) para discutir a dívida dos estados com a União. "Eu ouço o Haddad falar de vez em quando que tem tentado discutir a dívida do Estado com os governadores. E é importante lembrar que o governador do Minas Gerais não compareceu em nenhuma reunião, ele mandou vice [...] Eu espero que, daqui pra frente, o governador compareça para conversar com o ministro da Fazenda", disse o petista. A declaração foi dada durante reunião, nesta terça-feira (21), no Palácio do Planalto, com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Rui Costa (Casa Civil) e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Tadeu Martins Leite. A coluna teve acesso ao vídeo com a fala de Lula.

Boa vontade

Lula disse ainda que espera boa vontade do governador. "Quero ajudar, o governo federal quer ajudar, nós queremos dialogar e queremos resolver o problema. Eu só espero que haja boa vontade do governador de fazer o acordo que seja razoável aos olhos da sociedade mineira e do povo brasileiro", disparou.

Federalização

A proposta de Rodrigo Pacheco é uma alternativa ao Regime de Recuperação Fiscal defendido por Zema e que tramita na Assembleia Legislativa. O presidente do Congresso propõe a federalização de estatais (como Cemig, Copasa e Codemig) e um encontro de contas em que Minas possa usar créditos para abater da dívida de R$ 160 bilhões com a União. Uma das possibilidades é repassar a indenização do acordo de Mariana para que o governo federal faça a execução dos recursos em Minas. Para o senador, a RRF apenas adia o pagamento e aumenta valor da dívida que, em oito anos, deve chegar a R$ 210 bilhões.

Lei Complementar

O projeto de Pacheco, que pode se transformar em um Projeto de Lei Complementar para renegociar dívidas de outros estados, será analisado pela Fazenda. "Eu quero dizer, presidente Pacheco, que eu vou colocar a equipe para estudar a proposta com a maior diligência possível. Muita dedicação, eu sei que é uma proposta séria, formulada por homens sérios que querem o bem do Brasil e de Minas Gerais. Nós vamos nos dedicar a isso, vamos fazer as contas devidas, mas o melhor de tudo é a iniciativa. Vim resolver o problema, enfrentá-lo de forma definitiva, isso aqui para nós é uma coisa válida", disse Haddad.

Nesta quarta (22), o ministro da Fazenda vai receber o governador Romeu Zema (Novo) e o vice, Mateus Simões. Os dois também se encontrarão com Pacheco. A reunião está marcada pra 14h30.


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