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Vaga olímpica vira prioridade na CBF após fracassos com Seleções em 2023

Brasil teve resultados ruins em todas as categorias, com exceção o ouro no Pan do Chile; há pressão sobre a cúpula da entidade

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Ramon Menezes (ao centro) com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, ao seu lado

A classificação para os Jogos Olímpicos de Paris-2024, no Pré-Olímpico que será disputado entre janeiro e fevereiro do ano que vem, na Venezuela, virou prioridade para a cúpula da CBF. Os fracassos recentes em torneios de Seleções, incluindo a má fase da principal masculina, aumentaram a pressão sobre o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues.

O técnico Ramon Menezes vai convocar até meados de dezembro os atletas Sub-23 que jogarão o Pré-Olímpico entre 20 de janeiro e 11 de fevereiro de 2024. O Brasil está no Grupo A, com Venezuela, Colômbia, Bolívia e Equador. Somente duas Seleções da América do Sul jogarão a Olimpíada.

Ramon conquistou o único título de 2023 para o futebol brasileiro, o ouro nos Jogos Pan-Americanos do Chile. Mas a competição era a menos prestigiada da temporada. No Mundial Sub-20 masculino da Argentina, em junho, o treinador comandou a equipe que caiu nas quartas de final para Israel.

Somam-se a essa derrota em 2023 a recente eliminação nas quartas de final do Mundial Sub-17, levando um 3 a 0 da Argentina, e a mais criticada de todas internamente na CBF: deixar a Copa do Mundo feminina, no meio do ano, na fase de grupos, pior resultado em 28 anos.

Seleção principal masculina em má fase

Ednaldo Rodrigues assumiu a presidência da CBF de maneira interina em agosto de 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo, acusado de assédios moral e sexual. Em março de 2022 foi eleito para um mandato completo até 2026, quando poderá tentar a reeleição se quiser.

A aposta era conquistar o Hexa com a Seleção Masculina principal na Copa do Mundo do Catar, no fim do ano passado, mas o Brasil de Tite parou nas quartas de final para a Croácia. Resultado ruim, mas não o fim do mundo equiparada a derrotas recentes semelhantes.

O problema é que o 2023 da Seleção é péssimo. Foram nove jogos, com cinco derrotas. O Brasil não perdia tanto desde 2001, quando teve oito derrotas, mas em 21 partidas. Ramon Menezes começou como interino, mas perdeu duas em três: para Marrocos, por 2 a 1, e para Senegal, um 4 a 2.

Com a promessa de que o italiano Carlo Ancelotti, atualmente no Real Madrid, assumirá em meados de 2024, a CBF optou por um interino gabaritado, com Fernando Diniz aceitando a missão, mas conciliando seu trabalho no Fluminense. Não tem dado certo.

Em seis partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, o Brasil perdeu três, empatou uma e venceu duas, somando sete pontos, na sexta colocação. Só estaria se classificando para o torneio que será nos Estados Unidos, no México e no Canadá porque ele inchou para 48 participantes e, agora, a América do Sul tem seis vagas diretas, com o sétimo jogando a repescagem mundial.

Aliados aconselharam Ednaldo a contratar um coordenador técnico para a Seleção principal, cargo vago desde a saída da comissão de Tite, em dezembro de 2022. O ex-meia Juninho Paulista ocupava a função.

É provável que no início de 2024 um nome seja anunciado. Há predileção por alguém com perfil de Juninho Paulista e de Edu Gaspar, os últimos a ocuparem efetivamente o posto: ex-jogadores com formação executiva. Mas não se descarta um profissional gabaritado que não tenha sido atleta.

Demandas de Diniz

Neste momento, o técnico Fernando Diniz e seus auxiliares tratam diretamente com Ednaldo sobre demandas da Seleção, desde questões relacionadas à logística, às convocações e burocracias que, na visão de cartolas da CBF, deveria estar a cargo de um profissional específico para isso.

Por exemplo: Diniz pediu uma logística diferenciada a Ednaldo para os jogos de novembro das Eliminatórias, contra a Colômbia, em Barranquilla, e Argentina, no Maracanã. Um avião com acomodação especial foi enviado da Europa, já com alguns jogadores convocados que atuam por lá, e fez toda rota Rio/Colômbia/Rio, para minimizar o desgaste físico dos atletas.

O treinador também tratou diretamente com Ednaldo uma outra demanda, a de treinar no centro de treinamento da CBF, na Granja Comary, em Teresopólis, cidade serrana do Rio, que tem estrutura de trabalho de primeira linha. Por isso, também, o confronto contra a Argentina foi agendado para o Rio, já que se inicialmente se pensou em Manaus, por logística para voltar da Colômbia, e depois Brasília.

A avaliação interna é que a decisão final sempre será de Ednaldo, mas que é preciso um coordenador que resolva com profissionais de outras áreas da CBF essas demandas pedidas pelo técnico, que deve se concentrar apenas em preparar o time para os jogos.

As cinco derrotas da Seleção principal em 2023:

  • 2 x 1 Marrocos - março - Ramon Menezes

  • 4 x 2 Senegal - junho - Ramon Menezes

  • 2 x 0 Uruguai - outubro - Fernando Diniz

  • 2 x 1 Colômbia - novembro - Fernando Diniz

  • 1 x 0 Argentina - novembro - Fernando Diniz


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