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Mulheres trans, mães e plus size: conheça candidatas ao título de Miss Universo

Concurso será realizado na noite deste sábado (18), em El Salvador

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Miss Universo Portugal, Miss Universo Colômbia e Miss Universo Nepal

A 72ª edição do Miss Universo é a mais inclusiva da história. Afinal, pela primeira vez no concurso mães, uma paquistanesa, mulheres trans e uma plus size sobem ao palco em disputa pelo título. A final do concurso acontece neste sábado (18), na Arena José Adolfo Pineda, em São Salvador, capital de El Salvador, país da América Central.

No Brasil, a final será exibida no canal oficial do Miss Universe no Youtube a partir das 22h. A gaúcha Maria Brechane, de 19 anos, é quem carrega a faixa do país. Ao todo, 85 misses desfilam em busca do título nesta edição.

Mulheres trans

Há cinco anos, Angela Ponce, da Espanha, fazia história ao subir ao palco do Miss Universo - ela foi a primeira mulher trans a carregar a faixa de um país no concurso. No entanto, desde então, nenhuma mulher trans esteve na etapa mundial do evento. Porém, isso mudou. Afinal, o Miss Universo 2023 contará com duas mulheres trans no mesmo palco pela primeira vez.

Marina Machete, de 28 anos, Miss Universo Portugal, é a primeira mulher trans a representar o país no concurso. Antes de ser eleita, a comissária de bordo escreveu nas redes sociais: "Orgulho em ser a primeira mulher trans a competir para o título de Miss Universo Portugal. Durante vários anos não foi possível participar e hoje me orgulho de fazer parte deste incrível grupo de finalistas”.

Mariana Machete, Miss Universo Portugal

No dia 8 de julho, Rikkie Valerie Kolle, de 22 anos, foi eleita Miss Universo Holanda. “É surreal, mas eu posso me chamar Miss Universo Holanda 2023. Foi uma jornada educativa e linda, meu ano não pode mais ser quebrado. Estou tão orgulhosa e feliz que nem consigo descrever. Deixando minha comunidade orgulhosa e mostrando que isso pode ser feito. E sim, sou trans e quero partilhar a minha história, mas também sou a Rikkie e é isso que importa para mim. Fiz isso sozinha e adorei cada momento”, comentou na ocasião. Vale lembrar que desde 2012 mulheres trans podem competir pela coroa.

Rikkie Valerie Kolle, Miss Universo Holanda

Mães e casadas

Além delas, o concurso contará com Camila Avella, da Colômbia, e Michelle Cohn, da Guatemala. Ambas são mães e casadas. A participação delas só foi possível após Amy Emmerich, CEO do Miss Universo, anunciar em 5 de agosto de 2022 mudanças nas regras da competição.

Camila Avella, Miss Universo Colômbia

Camila nasceu em Yopal, em Casanare, na Colômbia. A imprensa local define como destaques da modelo, de 28 anos, a “inteligência” e a “beleza”. A Miss Colômbia 2023 é casada há três anos com o empresário Nassif Kamle, que atua no setor têxtil, e os dois são pais de Amélia, de 2 anos.

Já Michelle é mãe de Bella, que nasceu em 2021, e Luca, nascido em 2016. Natural da Guatemala, a modelo, empresária e locutora é formada em Relações Públicas e Comunicação.

Michelle Cohn, Miss Universo Guatemala

Vale lembrar que, a partir de 2024, misses de qualquer idade também poderão competir pelo título. A novidade foi divulgada pela atual Miss Universo em setembro.

Paquistão no Miss Universo

A modelo Erica Robin, de 25 anos, entrou para a história como a primeira paquistanesa a concorrer pela coroa de Miss Universo 2023 - lá fora estão chamando a novidade de “inclusão global”. Ao ser eleita, a miss precisou lidar com algumas críticas do país em que nasceu, isso porque ela não representa os 96% de muçulmanos que lá residem por se identificar como cristã.

Erica disse que sempre acompanhou o Miss Universo quando era mais jovem e que agora carregar a faixa do país no concurso é a certeza de que “nada é impossível”. Segundo ela, o objetivo de participar do evento é ser o início de “uma boa mudança e transformação.”

Erica Robin, Miss Universo Paquistão

Plus size

A enfermeira Jane Dipika Garret, de 22 anos, representa o Nepal na competição. Ela é a primeira candidata fora dos padrões da “magreza” a vencer o concurso em seu país e uma das poucas a competir no Miss Universo.

A nova Miss Universo Nepal foi eleita em disputa com mais de 20 candidatas. Ela é uma grande defensora da “positividade corporal” e da saúde mental das mulheres. Nas redes sociais, ela divulga fotos em que incentiva seus seguidores a abraçarem os seus corpos e se aceitarem como são.

“Como uma mulher que tem curvas e que não atende a certos padrões de beleza, estou aqui para representar mulheres que têm curvas, que lutam com o ganho de peso, que lutam com problemas hormonais [...] Acredito que não existe apenas um tipo de padrão de beleza, mas que cada mulher é bonita como é”, disse. Para Jane, “a beleza transcende mais do que um único modelo” e “toda mulher possui uma beleza inata e única”.

Jane Dipika Garret, Miss Universo Nepal

Brasileira é destaque

Maria Brechane brilhou na etapa preliminar do Miss Universo na quarta-feira (15), em El Salvador, país da América Central, onde ocorre a 72ª edição do concurso. Ao se apresentar, a gaúcha mencionou o nome do país em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Desde o confinamento, a brasileira é mencionada como uns dos destaques da competição e a preliminar pode cravar a classificação dela no concurso, que o Brasil não avança há dois anos. Esta etapa foi o segundo contato direto das 85 misses com os jurados. No dia anterior, elas foram entrevistadas.

Com apenas 19 anos, Maria, que é a mais jovem a participar deste Miss Universo, chama atenção por sua segurança. Para o missólogo Eliezer Júnior, de 47 anos, que estuda concursos de beleza há três décadas, Maria é uma forte concorrente e tem um trunfo na competição. Segundo ele, que a acompanha desde a etapa estadual, a Miss Brasil tem um enorme “poder de comunicação”. “Ela fala muito bem no inglês e é muito desenvolta”, avalia.

Eliezer relembra ainda uma live que fez com Maria, onde ela falou que se classificar é mais do que um objetivo é sua meta pessoal. “Ela está trabalhando, está estudando tudo sobre os concursos passados para ela poder suprir o que ficou faltando. Além disso, ela disse que vai ainda mais longe. ‘Eu não quero só me classificar, minha meta é chegar no top 3’. Então eu estou muito confiante nessa determinação dela”, afirma.

Maria Brechane, Miss Universo Brasil

Após a preliminar, a brasileira é garantida no seu TOP 5. "A Maria tá radiante, a sinergia tá contagiante e eu acho que vai ser bem difícil ela não avançar no concurso. Ela tá perfeita", contou em bate-papo com a Itatiaia.

A primeira brasileira a vencer o Miss Universo foi a gaúcha Ieda Maria Vargas (1963) e a segunda a baiana Martha Vasconcellos (1968). Caso Maria Brechane vença, ela quebrará um jejum de 55 anos do país no concurso.


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