Exército identifica três militares suspeitos de furtar 21 metralhadoras em SP
Armamento teria sido enviado para membros da facção criminosa Comando Vermelho, no Rio de Janeiro
O Exército Brasileiro identificou três militares envolvidos no furto de 21 metralhadoras do quartel de Barueri, na Grande São Paulo. Os militares já receberam os formulários de apuração de transgressão para se defenderem. As informações são Portal G1.
Os militares responsáveis pelas investigações estão ouvindo todos os militares que trabalhavam na fiscalização ou controle dos armamentos. Todos eles serão responsabilizados e punidos disciplinarmente. O Exército espera que as medidas sejam cumpridas em breve.
Outras diligências irão apurar, responsabilizar, punir e resgatar as armas. Três militares suspeitos de facilitar o furto já foram identificados. Eles teriam separado as armas do galpão de descarte, levado as metralhadoras de carro até um local pré-definido e entregado elas para os criminosos. O Exército suspeita que os militares tenham sido cooptados pelo crime organizado.
Metralhadoras teriam sido compradas pelo Comando Vermelho
As 21 metralhadoras furtadas teriam sido enviadas para a maior facção criminosa do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a metralhadora ponto 50 teria sido oferecida para o traficante William de Souza Guedes, conhecido como Corolla. Ele é um dos homens de confiança dos chefes da facção Comando Vermelho no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio.
O traficante tem nove mandados de prisão em aberto, sendo um deles pela morte do policial militar Daniel Henrique Mariotti, em 2019. Os responsáveis pelo furto teriam ligado para William para oferecer o armamento.
Após receber a oferta, Corolla teria ligado para Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, o Abelha, considerado o principal chefe do Comando Vermelho em liberdade. Ainda não se sabe se o negócio foi fechado.
Dentre as armas furtadas, 13 são metralhadoras de calibre ponto 50 - capazes de derrubar aeronaves - e oito de calibre 7,62. Segundo a PC, o grupo que vendia cada ponto 50 a R$ 180 mil reais.
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